13. Medicamentos usados em afeções cutâneas
A pele, ao propiciar contacto direto dos fármacos com o tecido-alvo a tratar e por dessa aplicação decorrer, habitualmente, um mínimo de efeitos sistémicos, revela-se particularmente adequada para a aplicação tópica de fármacos. Mas a possibilidade de efeitos sistémicos nunca deve ser substimada, bem como o facto de, potencialmente, todas as substâncias poderem desencadear reações alérgicas.
Estas reações não são imputáveis exclusivamente aos princípios ativos utilizados, sendo-o também aos excipientes, agentes conservantes ou substâncias aromáticas incluídas na preparação. Daí que preparações distintas contendo o mesmo princípio ativo possam ser diferentemente toleradas. Os veículos podem conferir ao fármaco a forma de pó, loção, creme, pomada ou pasta.
Se a escolha do princípio ativo é determinante para o sucesso do tratamento, também o veículo o poderá ser se facilitar a penetração do princípio ativo, ao modificar o grau de hidratação da pele ou ao possuir um efeito moderadamente anti-inflamatório. O médico deve, por isso, estar familiarizado com as diversas formulações de um mesmo princípio ativo, uma vez que da seleção adequada da formulação pode decorrer um benefício terapêutico acrescido.
Uma vez que a etiopatogenia de numerosas doenças cutâneas não está ainda completamente esclarecida, o seu tratamento causal revela-se frequentemente desconhecido, ficando o clínico remetido para não mais que a prescrição de um tratamento meramente sintomático.
Por via de regra, não se recomenda a prescrição de formulações que associem vários princípios ativos.
Há uma vasta gama de produtos não classificados como medicamentos e que são comercializados como produtos cosméticos, neles se incluindo um número muito restrito de formulações com interesse bem documentado no tratamento das afeções cutâneas. Quando este for o caso, e a título informativo, aqui se procederá à sua referência.